terça-feira, 24 de julho de 2012

Alcântara sediará edição regional do encontro SBPC

Pub.ufma
 (GILSON TEIXEIRA/OIMP/D.A PRESS)
No final da tarde de ontem, primeiro dia de atividades da 64ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), faltou energia em todos os prédios da UFMA devido a uma sobrecarga que causou curto-circuito em um dos estandes da ExpoT&C.; Segundo a assessoria de comunicação da universidade, o que causou a interrupção de energia foi uma sobrecarga com cabos mal instalados no estande. Durante uma hora sem energia salas de aula, auditórios e tendas continuaram os trabalhos e para diminuir o calor portas e janelas foram abertas, mas não houve cancelamento das atividades. Apenas na grande exposição ExpoT&C;, programada para encerrar a visitação às 19h, finalizou o expediente às 18h.

A estudante da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Lídia Rodrigues, afirmou que mesmo sem energia as discussões na conferência em que participava não foram interrompidas. "A conferencista continuou as explicações e os participantes não demonstraram interesse em cessar as atividades só por causa da falta de energia. Uma reunião como esta não podemos desperdiçar um minuto de conhecimento", disse a estudante. Às 18h a energia retornou a universidade que se preparava para iniciar as atividades culturais nos auditórios.

Base de Alcântara
O reitor da UFMA, Natalino Salgado Filho, José Raimundo Braga Coelho, representante da Agência Espacial Brasileira, e Leonardo dos Anjos da base de Alcântara compuseram a mesa de debate sobre os benefícios econômicos e sociais da base de Alcântara para o estado e a situação das comunidades quilombolas. Mas a discussão seguiu outro rumo e o debate girou em torno das mudanças implementadas na vida das comunidades locais desde a década de 1980, quando se iniciou o processo de instalação da base.

Um pouco da história da instalação da base de Alcântara, a sobrevivência das comunidades e o início dos conflitos entre quilombolas e militares responsáveis pelo Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA) foram lembrados no debate. Poucos questionamentos foram feitos e ao final da discussão o reitor Natalino Salgado se comprometeu em realizar em agosto um grupo de estudo formado por professores, cientistas e representantes quilombolas para propor soluções educativas de como melhorar os trabalhos das comunidades e sugerir novas formas de sobrevivência. "Queremos levar conhecimento a comunidades quilombolas e dinamizar as atividades extrativistas que elas realizam e sugerir mudanças nas formas de sobrevivências dessas comunidades", disse o reitor. Natalino ainda se comprometeu em realizar uma SBPC regional em Alcântara no mês de setembro.

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