sexta-feira, 27 de julho de 2012

Reintegração de posse deixa 103 famílias sem teto...

 (KARLOS GEROMY/OIMP/D.A PRESS)
"Acordei com zoada de trator e o povo gritando que as casas estavam sendo derrubadas". Estas foram às palavras do ocupante Antônio Vieira Leite, de 56 anos. Na manhã de ontem, 24, oficiais de Justiça e cerca de 100 homens da Polícia Militar, comandada pelo major Luis Nogueira, lotado no 8º Batalhão, retiraram mais de 103 famílias, que tinham invadido há mais de dois meses um terreno, localizado na Avenida Jerônimo de Albuquerque, Bequimão, nas proximidades da rotatória do Roque Santeiro.

Segundo informações do major Nogueira, a retirada das famílias foi justamente o cumprimento de uma decisão judicial expedida pelo juiz da 8º Vara Civil do Tribunal de Justiça, Luiz Gonzaga Almeida Silva. O terreno, que mede 7.062 metros, pertence a José Barbosa Teixeira Júnior; Selma Maluf Teixeira e Antônio Chaves. Inclusive, a retirada foi de forma pacífica e não houve nenhuma condução a distrito policial, pois, os ocupantes estavam cientes que estavam no local de forma ilegal. "Antes de ocorrer à operação todos os ocupantes sabiam que não iriam ficar no terreno e houve até uma reunião com eles, na semana passada. No entanto, ninguém foi pego distraído", frisou o militar.

Um dos proprietários do terreno, José Teixeira, disse que o terreno estava murado e apenas uma parte tinha arame com pedaços de pau. Ainda afirmou que com a saída dos ocupantes, o terreno todo vai ser murado e colocará pessoas da sua confiança para habitar no local. "Devo preservar o meu patrimônio e todo o terreno será murado para isso não ocorrer outras vezes".

Sem teto
"Vou tentar construir desse lado o meu barraco, pois, não tenho para onde ir e muitos menos morar", disse Antônio Leite. Segundo ele, estava morando no terreno com a esposa e mais dois filhos pequenos, sendo um com quatro anos e outro de apenas um ano, há mais de dois meses. Antes morava com a família em um quarto, no Bequimão, onde pagava por mês um valor de R$ 300.

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