"Tesouro" de Clodovil vai a leilão em São
Paulo para pagar dívida de R$ 350 mil
Entre as peças leiloadas estão gravata borboleta com diamantes e foto de artista com a mãe

Clodovil morreu há pouco mais de três anos
De acordo com a advogada e amiga de Hernandes, Maria Hebe Pereira de Queiroz, responsável pela administração e manutenção dos bens, a dívida que Clodovil deixou ao morrer e que até o momento não foi paga gira em torno de R$ 350 mil. Ela se divide entre pagamentos de encargos trabalhistas e indenização para a senadora Marta Suplicy (PT).
— Só para a Marta preciso pagar cerca de R$ 240 mil por uma ação indenizatória que ela ganhou em 2004. Naquele ano, a Marta ganhou uma ação de indenização [ela processou o estilista por uma ofensa] que, na época, era de R$ 80 mil. Além disso, correm ações trabalhistas entre R$ 5.000 e R$ 10 mil. Fora tudo isso, o patrimônio dele [duas casas e os bens] tem um gasto mensal de manutenção de R$ 10 mil e não tenho mais dinheiro para pagar tudo isso.
Maria Hebe conta que precisou pedir à Justiça para se livrar de parte destas dívidas. Segundo ela, muitas pessoas têm criticado sua atitude de vender os bens de Clodovil.
— Se eu recebesse o dinheiro da RedeTV! [quase R$ 3 milhões] de uma ação que ganhamos pela emissora ter demitido ele em 2005 por fax e sem justa causa, não seria necessário fazer este leilão. Eu poderia pagar todas as dívidas e ainda abria a fundação que ele pediu em testamento. Leiloar eu também não queria. Mas quem vai pagar tudo que [ele] deve?
Procurada pelo R7, a assessoria de imprensa da RedeTV! não quis comentar o assunto.
Por ter sido um homem famoso e polêmico, a venda dos objetos de Clodovil Hernandes poderá trazer mais lucros do que um leilão comum, de acordo com o organizador Ulisses Barbosa da Silva.
— Teremos 158 peças em exposição. Em um leilão normal, vendendo 100% dos objetos poderíamos arrecadar de R$ 80 a R$ 100 mil. Como ele foi uma pessoa pública, calculamos o dobro. Segundo Silva, a expectativa é de que pelo menos 200 pessoas participem do leilão. A maior parte dos objetos tem lances mínimos livres. Mas há outros, como por exemplo um baú da marca francesa Louis Vuitton, que se comprado em uma loja não sairia por menos de R$ 40 mil, de acordo com Silva.
Qualquer pessoa interessada poderá participar do leilão, que acontece a partir das 21h desta quinta-feira. De acordo com o organizador, basta preencher o cadastro com alguns dados no site ou pessoalmente no local.
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