terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Greve dos professores da rede municipal

No primeiro dia da paralisação, a categoria realiza passeata até o Palácio La Ravardière.

SÃO LUÍS - Professores da rede municipal entraram em greve na manhã desta terça-feira (31). A categoria está reunida na Praça Deodoro, centro da capital maranhense.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Profissionais do Magistério do Ensino Público Municipal de São Luís (Sindeedução), Maria Lindalva Batista, a greve foi decretada baseada na última assembleia dos professores, no dia 12 de janeiro deste ano. Ela disse ainda que o prefeito João Castelo tentou boicotar o movimento da categoria com o adiamento do ano letivo na rede pública municipal para o dia 15 de março.

- Estamos reunidos e mobilizados contra a manobra do prefeito João Castelo em adiar o ano letivo. Ele quis prejudicar a nossa greve e acabou atestando a legalidade do nosso movimento - admitiu.

Lindalva Batista conclamou os pais e alunos para apoiarem o movimento. "Precisamos estar unidos contra as condições em que se encontram as escolas do município. Falta professores e as escolas não estão em condições de ter aulas", advertiu.

Ainda nesta manhã (31), os professores realizam passeata até o Palácio La Ravardière, situado na Praça Dom Pedro II. A presidente do Sindicato garantiu que os grevistas estão abertos à negociação com a Prefeitura de São Luís.

Adiamento

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) anunciou, nesta sexta-feira (27), que o ano letivo de 2012, na rede municipal de ensino, será iniciado no dia 15 de março e não mais na próxima segunda-feira, 30 de janeiro. As razões da decisão de adiamento foram apresentadas pelo secretário municipal de Educação, Othon Bastos, ao promotor de Educação, Paulo Avelar, durante reunião realizada na sede do Ministério Público Estadual, na tarde desta sexta-feira (27).

Segundo o secretário, o adiamento do ano letivo de 2012 visa proporcionar melhorias na qualidade da rede municipal de ensino no que diz respeito à estrutura física das escolas, bem como possibilitar a realização dos procedimentos de lotação dos professores recém-nomeados, com a finalidade de suprir a demanda existente.

Outra razão exposta pelo secretário municipal de Educação ao promotor foi a necessidade de discussões acerca da municipalização do ensino fundamental.

O secretário informou, ainda, que serão realizadas reformas e reparos em diversas unidades de ensino da capital, durante o mês de fevereiro, visando às melhorias estruturais necessárias às escolas municipais.

Outras razões apresentadas pelo secretário dizem respeito aos procedimentos de lotação dos professores recém-nomeados para suprir carências na rede municipal de ensino, bem como os estudos e as discussões pertinentes ao posicionamento da Semed referente à implementação da proposta de um trabalho conjunto com a Secretaria Estadual de Educação (Sedec), que é mediado pelo Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Educação (PJEDE), no que se refere à municipalização do Ensino Fundamental.

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