Em 2009, agreve era" inconstitucional para Coronel Melo,
Um dos líderes do movimento de greve dos policiais militares e bombeiros, o coronel Francisco Melo, da PM, é um dos oficiais que mais têm dado declarações incentivando a paralisação.
Em recente carta enviada ao Jornal Pequeno, por exemplo, já disse:
“Tenho certeza de que se não tivesse sido enviado pelo Governo do Estado nenhum Projeto de Lei para os agentes penitenciários, para os delegados de polícia e para outras categorias de servidores públicos, as instituições militares estariam caladas e não iriam se manifestar por não ser pertinente, mas como está posto não há mais alternativa, a não ser a paralisação”.
E mais:
“O Governo do Estado, na pessoa da governadora Roseana Sarney, (sic) a quem cabe corrigir essa discrepância e evitar tudo isto, enviando um Projeto de Lei que inclua e beneficie, também, os Policiais e Bombeiros Militares do Estado do Maranhão. Como vimos não há nenhuma intransigência da PM/CBM, estes estão apenas lutando por um direito e um tratamento digno e igualitário”.
Mas não foi sempre assim. Quando o próprio coronel Melo era o comandante-geral da Polícia Militar, no Governo Jackson Lago, em 2009, a categoria também estava prestes a deflagrar uma greve.
E a opinião do oficial era bem diferente da atual.
“A Constituição proíbe a greve e a sindicalização dos militares. Inclusive, isso está no próprio Estatuto da Polícia Militar”, ressaltou coronel Melo, em entrevista ao portal Meio Norte.
Alguém ainda tem dúvidas do caráter político desta greve de militares?
_______________________________________
“O comandante geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel Francisco Melo, considerou de “notícia criminosa”, a divulgação de um panfleto apócrifo alertando sobre a possibilidade de greve na corporação da PM, a partir de amanhã. A condenação da nota foi feita pelo coronel, hoje à tarde, em entrevista coletiva, no quartel da PM, no Calhau.
Segundo coronel Melo, a nota não dispõe de qualquer autenticidade. “Trata-se de uma nota tendenciosa e irresponsável. Uma notícia criminosa, que visa causar pânico na população”, declarou indignado o comandante geral da PM.
Coronel Melo afirmou que não haverá paralisação dos serviços da Polícia Militar e que a população do estado fique tranquila porque a PM irá permanecer nas ruas na preservação da ordem pública.
Segundo ele, a própria Constituição Federal não permite que os militares possam se manifestar por meio de atos dessa natureza. “A Constituição proíbe a greve e a sindicalização dos militares. Inclusive, isso está no próprio Estatuto da Polícia Militar”, ressaltou coronel Melo.
O coronel Melo garantiu que vai apurar sobre os panfletos espalhados pela cidade.”
SE PRISCO FOSSE BOM JÁ TERIA AJUDADO SEUS COMPANHEIROS DA BAHIA.
Os policiais grevistas maranhenses ganharam o reforço político de um colega baiano, Márcio Prisco Caldas Machado, o Prisco, diretor da Associação de Policiais, Bombeiros e de seus familiares do Estado da Bahia (Anaspra). Acostumado a fazer política na Bahia, ele agora resolveu expandir sua base ao Maranhão.
Além disso, se Prisco fosse bom mesmo já teria ajudado seus companheiros da Bahia.
Enquanto os maranhenses recebem o 7º salário no ranking nacional, R$ 2.028,00 – e com o Vale Refeição de R$ 250,00, sobe para a 5ª colocação – os baianos estão longe disso. Lá, os policiais militares recebem o 15º salário do país, no valor de R$ 1.550,00.
A imagem que ilustra este post é emblemática. Retrata um dos momentos da greve dos militares, acampados na sede da Assembléia Legislativa.
Mas não é um retrato qualquer. O leitor mais atento deve ter percebido que, das três bandeiras hasteadas nos mastros, apenas a do Maranhão está meia-adriça, o que normalmente acontece quando se está de luto.
Foi a forma que os manifestantes encontraram para protestar contra o Governo.
Mas vejam só: no intuito de atingir o Poder Executivo, os militares – pagos para defender o Estado – desrespeitam aquele que é o maior símbolo da unidade de um povo. A sua Bandeira.
Se o ato fosse cometido por um cidadão comum, um civil, já seria reprovável. Vindo de militares, então…
E não foi só a bandeira do Maranhão a vítima. Eles também haviam feito o mesmo com a do Brasil. Mas foram alertados de que aquilo “já era demais”.
E recuaram.
"AGRESSÃO EM EMPERATRIZ"Imperatriz
Em Imperatriz, outro ato impensado da categoria. Policiais militares e bombeiros interditaram a BR-010, a Belém-Brasília, uma das maiores do Brasil, verdadeiro tronco de para escoamento da produção da região norte para o restante do país.
A Força Nacional foi acionada para impedir o tumulto. Mas, em menor número, os federais acabaram sendo agredidos pelo manifestantes.
_______________________________
GOVERNO DO MARANHÃO
23/11/2011
NOTA – SSP
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) reafirma que sempre manteve aberto o diálogo. Uma comprovação disso é que durante o processo de conversação com policiais e bombeiros militares diversos avanços foram obtidos pelas categorias.
Entre os avanços obtidos, estão o aumento do auxílio alimentação de R$ 120,00 para R$ 250,00, de forma linear; criação e regulamentação de 9 unidades operacionais, com a criação de 4.466 cargos; tendo como conseqüência a promoção de 406 oficiais; redução do interstício de 10 anos para cinco anos da promoção do soldado a cabo PM; redução do interstício de 8 anos (tempo de serviço) e 6 anos (antiguidade e merecimento) para apenas 3 anos em ambos os casos, para a promoção do cabo a 3° sargento. Redução do interstício de 4 anos para 3 anos, para a promoção do 3° sargento a 2° sargento. A decisão permitiu a efetivação de 3.388 promoções de praças em todas as graduações.
Reitera ainda que um estudo está sendo concluído objetivando o realinhamento salarial dos servidores públicos estaduais ativos e inativos, contemplando também os policiais militares
A SSP informa ainda que o policial militar do Maranhão recebe o sétimo saláriono ranking nacional, no valor de R$ 2.028,00 e maior que a remuneração percebida no Rio de Janeiro, que é de R$ 1.137,49; e no Rio Grande do Sul, que é R$ 996,00.
Informa que, por solicitação da SSP, um batalhão da Força Nacional está no Maranhão para agir em caso de paralisação da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Um planejamento com ações preventivas e um plano estratégico para garantir a segurança da população foi traçado pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI), constituído pela Força Nacional, Polícias Civil, Militar, Corpo de Bombeiros, além do Exército (24º Batalhão de Caçadores), Polícia Federal, Rodoviária Federal (PRF) e Força Aérea Brasileira (FAB).
A Força Nacional já está operando em São Luís e Imperatriz, além de outras cidades do interior do Maranhão. A SSP afirma que estão sendo empregados todos os esforços para garantir que a população não seja penalizada.
A SSP ressalta que o cidadão poderá comunicar qualquer ocorrência pelo 190, no Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), que está funcionando normalmente à disposição da população. Além disso, podem contar com o serviço do Disque Denúncia (3223 5800, na capital; e 0300 313-5800, no interior) e da Delegacia On Line no site www.delegaciaonline.ma.gov.br para registros de ocorrências como furtos ou extravio de documentos, roubos de celulares e ainda localizar foragidos da justiça.
O povo não entende o por que da greve
Por mais que discursem, mobilizem-se, cantem – como fizeram várias vezes na galeria da Assembléia Legislativa -, policiais militares e bombeiros jamais conseguirão o apoio popular.
E a razão é simples: o trabalhador comum, que recebe R$ 500, R$ 600, R$ 700 por mês, não consegue entender que alguém que ganha R$ 2.028 está fazendo greve por melhorias salariais.
Não entra na cabeça do povo que um policial ou bombeiro que trabalha no Maranhão – em que os índices de criminalidade são inifinitamente menores que no Rio de Janeiro, por exemplo -, ganhe mais dos que os cariocas e, ainda assim, reivindique mais dinheiro.
POR SORTE.....
Prova disso foi o que aconteceu na manhã desta quinta-feira (24), no Anel Viário: uma ambulância pegou fogo. Por sorte, um caminhão-pipa da CAEMA passava pelo local e conseguiu apagar as chamas.
Só meia hora depois chegaram dois bombeiros para atender a ocorrência. Nem de greve estavam. Mas foram escorraçados pelos populares que haviam visto o veículo ser consumido pelo fogo minutos antes.
Ninguém aguenta mais esta bandalheira!
"TJ analisa pedido de prisão preventiva dos líderes da greve"
O Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão já decretou a ilegalidade da greve dos policiais militares, deflagrada em Assembléia Geral na última quarta-feira (23).
A decisão é do desembargador Stélio Muniz, em resposta a ação protocolada pelo Governo do Estado logo nas primeiras horas da manhã desta quinta (24).
O embasamento da decisão é a Constituição Federal, que veda expressamente este tipo de mobilização por parte dos militares. Stélio Muniz citou a decisão do STF (Reclamação 6568), que decidiu pela impossibilidade de paralisação total das forças de segurança e saúde, tornando-se necessária a relativização do direito de greve de algumas categorias de servidores públicos, que exerçam atividades indelegáveis, em prol da defesa e conservação de outros direitos necessários ao bem comum.
multa
O desembragador ainda estipulou multa de R$ 200 por policial, por dia parado. Ele analisa, agora, um pedido de prisão preventiva dos líderes do movimento.
Se deferida, essa segunda liminar garantiria a detenção de todos os militares compatente de capitão para cima.









