quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

vixe maria.Jovem é baleado no bairro do João Paulo por policial a paisana

 f.Imparcial
Adolescente de 16 anos foi atingindo por um tiro na perna em um bloco carnavalesco no João Paulo. Segundo a vítima, o disparo foi efetuado por um policial militar à paisana
Além do capitão da Polícia Militar Fábio Aurélio Saraiva Silva, conhecido como “Fábio Capita”, acusado pela morte do jornalista Décio Sá, ocorrida no dia 23 de abril de 2012, policiais lotados no Batalhão de Choque são alvos, novamente, de ocorrência em que são considerados como agressores.

O soldado, identificado como Murilo Sá, está sendo acusado de ter agredido fisicamente e baleado adolescente de 16 anos, filho do delegado da Polícia Civil, Arlindo de Assunção, lotado na cidade maranhense de Turiaçu.
O fato ocorreu na noite do último sábado, 16. A vítima ainda está fortemente abalada. O adolescente falou que até o momento não sabe o verdadeiro motivo que levou o militar a desferir tapas no seu rosto e efetuar um disparo em plena via pública que acabou atingindo a sua perna esquerda.

O adolescente disse que estava com os amigos, inclusive, em companhia do irmão, Lívio Silva, de 19 anos, participando de um bloco de carnaval “Kokotas”, na Rua da Cerâmica, no João Paulo. Quando presenciou o envolvimento do militar em uma briga.

“Foi uma questão de minutos para ele bater na minha cara e ainda pegou o revólver para atirar na minha perna. Todos do bloco olharam que eu não estava no meio de confusão”, frisou.

Após ser baleada, a vítima foi levada, pelo irmão, ao Hospital Socorrão I, no Centro. O adolescente falou que o médico que o atendeu informou que a bala não chegou a atingir o osso da sua perna, mas, mesmo assim, exigia cuidados médicos. “Tive sorte que a bala não chegou a danificar a minha perna, pois, já imaginou, eu uma pessoa nova ficar com alguma deficiência física”, lamentou.

O comandante do Batalhão de Choque, coronel Sá, relatou que até o começo da tarde de ontem não estava ciente do assunto, mas iria apurar para tomar as devidas providências. Ainda confirmou que esse militar não estava de serviço e também não soube precisar a origem da arma. “O correto é a família da vítima informar a PM para que possamos tomar a atitude correta”.

O representante da Comissão de Direitos Humanos da seccional Maranhão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MA), Rafael Silva, disse que o correto é a família registrar uma ocorrência na delegacia mais próxima da sua casa e caso tenha o nome do agressor, identificar no boletim de ocorrência. Logo em seguida, procurar a Ouvidoria da Segurança Pública e também os Direitos Humanos. “Fato como esse, a família da vítima precisa comunicar os órgãos competentes para punir os verdadeiros agressores, pois, a vítima é um adolescente”.

O pai da vítima, o delegado de Turiaçu, Arlindo de Assunção, informou que neste momento a família está cuidado da saúde do filho, mas com certeza, vai procurar pelos seus direitos. “Vou cuidar primeiramente da saúde do meu filho e depois irei ouvi-lo com calma para tomar alguma atitude”.

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